Deus tem-me concedido da Sua paz, uma forma tão doce da Sua misericórdia para connosco. É senti-lo muito perto e isso é maravilhoso. Consigo chorar e sentir desespero e, ao mesmo tempo, sou invadida pela sua paz.
14:30, eu e o Duarte estamos prontos a entrar para te ver. Ele é sempre o primeiro, está sempre ansioso por te ver. Incansável e cheio de vontade de te ter de volta. Quando ele sai diz-me para eu ir rápido que estás com os olhos abertos.
Chego ao pé de ti e chamo-te. Abres os olhos, eles procuram-me, mas não os consegues controlar estão perdidos. Dou-te a mão e digo que estou ali. Apertas a minha mão e tens força para a levantar. Sinto que ficas mais agitada e não gosto de te ver assim, mas dizem-me que é bom.
Tenho de sair e só choro depois disso.
15:10- Entramos no gabinete para falarmos com o médico. Diz-nos que estás um bocadinho melhor e a responder à medicação. Que se não surgirem contratempos é muito bom.
Dou logo graças a Deus e continua a ter Nele a minha confiança.
Cá fora com os meus irmãos, o Jónatas e o Duarte, alegramo-nos, choramos, falamos de medos, de anseios e desejos.


Amo-te mamã
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